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Holanda, Amesterdão

Amesterdão, Holanda – 30 Maio 2012

Paragem obrigatória em Westzaan, Holanda, em casa do português Bruno Martins. Um grande amigo que deixou Lisboa, amigos, família e foi em busca da sua felicidade por estes lados. Quando chego a casa dele, encontro outro grande amigo: Francisco Amaral, nós chamamos-lhe Xico. Aproveitou a desculpa de haver um torneio de corfebol e veio para jogar e passar uns dias em casa do Martins. Despedi-me dele na última noite que passei em Carnaxide há 3 meses atrás, momento ideal para matar saudades.

Enquanto conversávamos de como me corre a vida, chega o Martins. Damos um abraço do tamanho da distancia e tempo que nos mantinha separados. A mesma boa disposição de sempre… «Caraças, saudades tuas pah! Pareces mais alto e mais velho.» digo eu entusiasmado por estar ali. Reparo que o tempo criou uma fina lamina, quase invisível, de distancia entre nós os dois. Quase, porque em 15 minutos desapareceu e já dizíamos, entre gargalhadas, as mesmas barbaridades do costume. Pegamos nas biclas e vamos conhecer então Westzaan. Modesta povoação situada a 20 minutos de comboio de Amesterdão, cujo epicentro turístico são uma plantação de moinhos e casas antigas recuperadas. Foi dali que nasceu o que é hoje Zaandam.

O que antes eram casas de família são hoje museus de queijo, pão, relógios, hotéis e moinhos para os chineses tirarem fotos. Entre as várias pessoas, passam duas raparigas portuguesas, enfermeiras no Hospital de São João no Porto, nascidas na Figueira da Foz. Sabiam do projecto WST pela reportagem da SIC. Ficamos um bocado à conversa. Eu a falar e elas a “viverem” os desenhos do meu caderno. Afastados, estavam o Xico e o Martins, totalmente espantados pelo novo Luís, conhecido e popular, que para eles era tudo uma novidade. «És famoso pah! Todos te conhecem agora!» Dizia-me o Martins a rir. Foi divertido perceber a reacção de quem conhece o Luís agora e de quem conhece o Simões há anos. Finalmente pude partilhar, sem ter que explicar nada, a realidade que tenho vivido, desde que o projecto se tornou universalmente conhecido.

 

Amsterdam
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3 Comments

  1. Vamos acrescentar pontos interessantes à história do Luis… 🙂
    O Luis começou logo por borrar a pintura com as enfermeiras. No 1º contacto perguntou: “Voces são brasileiras!” Tal e qual as brasileiras não gostam de ser confundidas com portuguesas, ou as mexicanas com espanholas o nosso Luis começou logo com o pé esquerdo!
    Segundo, a loiça e berloques que constam no desenho são da minha propriedade 🙂 giros hã?
    Por último, “keep in touch” com a minha miúda? Eu cá para mim tu não desanhas nada, só fazes é borrada! Entre nós de facto existe uma lâmina fina, ali d’uma faca de cozinha que tenho e já sei o que é que ela vai cortar da próxima vez que vieres! “Sai uma morcela pá mesa 6, oh faz favor” Pensa bem se voltas…

  2. Pois é Luis, destes encontros (re.encontros neste caso) reside de facto a beleza e “sabor” de uma aventura destas… fico cada vez mais feliz com o decorrer do WST e embora não conheça as diferenças entre o Simões antigo e o novo Luis, conheço muito bem os teus pais e uma vez mais ficam os parabéns aos 3… a eles que fizeram, e fazem, um acompanhamento cheio de valores ao filho, e a ti, que soubeste e sabes hoje “beber” essa informação e usá-la desta forma, que felizmente partilhas connosco e nos permite, a alguns, como é o meu caso, conhecer-te cada vez melhor… continuação de tudo de bom e eu vou estando atento. Um abraço.

  3. Pois é Luis, destes encontros (re.encontros neste caso) reside de facto a beleza e “sabor” de uma aventura destas… fico cada vez mais feliz com o decorrer do WST e embora não conheça as diferenças entre o Simões antigo e o novo Luis, conheço muito bem os teus pais e uma vez mais ficam os parabéns aos 3… a eles que fizeram, e fazem, um acompanhamento cheio de valores ao filho, e a ti, que soubeste e sabes hoje “beber” essa informação e usá-la desta forma, que felizmente partilhas connosco e nos permite, a alguns, como é o meu caso,

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