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Holanda, Groningen

Groningen, Holanda – 5 Junho 2012

Tenho amigos, que por aqui andaram, falavam dos traços femininos para estes lados, mas nunca levava muito a sério. Acho sempre que os olhos vêm mais do que a realidade e sorria perante o que escutava. Guardava para mim a vontade de conhecer o que ouvia e deixar a minha apreciação fazer o resto. Assim, como em tudo. A verdade é que em Groningen é difícil encontrar uma rapariga que não me chame atenção. E enganem-se os que pensam que é por serem loiras. Aqui há de tudo. Sentado, a desenhar a estação de comboios, vou vendo passar as pessoas. Lá fora está a chover mas nem por isso elas deixam as mini-saias em casa. Se demoro mais algum tempo a olhar para o desenho, outra rapariga ocupa o lugar da que eu estava a desenhar. Por mais que vos fale da beleza feminina para estes lados, serão sempre histórias que alguém vos conta e vocês vão sorrindo a ouvir, sem levar muito a sério.

O sol vem à janela e premeia-me com alguns raios. Um esboço, uns riscos, as primeiras linhas numa folha branca. Sou abordado por um homem humildemente vestido. Camisa despregada aos quadrados azuis escuros com uma t-shirt preta por baixo, calças de ganga e umas botas grosseiras desabotoadas, sujas de lama. Aperta-me a mão e oferece-me um abraço em palavras. Pergunta-me o que faço ali e de onde sou. De inglês mal amanhado diz-me o que sente recorrendo a gestos. Sabe bem estar na rua.

O barco que vou construindo no caderno tem uma dona, a Akke. Ela, na casa dos trinta e tal, tem um aspecto completamente desarrumado desde o cabelo até as botas. Tem um cão, o Meis, monocromático malhado que vigia pacientemente o barco. Tem um monte de histórias para me contar e …

…acompanha o resto da história e sketches na revista Visão Vida e Viagens de Agosto!

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