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Volta ao mundo com Jorge Alves – Parte I

Se há pessoas com quem gosto de conversar é com o Jorge Alves. Amigo descoberto num dos vários desportos que pratico, chamado corfebol. Depois de me ter tornado jogador, o sentido da minha vida lá ditou que eu fosse parar à arbitragem. Passado pouco tempo cheguei a árbitro internacional e aí conheci melhor o veterano arbitro internacional Jorge Alves. Acompanhei-o em algumas viagens que fizemos para a Holanda e Bélgica enquanto árbitros. Desde logo simpatizei com a maneira descontraída e atenta com que vivia a sua vida. Não havia nada que o tirasse do sério e se por algum motivo isso acontecesse ele fazia a coisa de tal forma que ninguém dava por nada. Nas primeiras voltas que fizemos juntos apercebi-me logo que as aulas de geografia foram muito mal aproveitadas pois não sabia grande parte dos locais por onde tinha andado e depois, já ia com um atraso do caneco para conseguir fazer as viagens todas que aquele menino já levava no passaporte.

O gozo que me dava ouvi-lo contar os episódios e descobertas que fez ao longo das suas viagens, fazia-me querer percorrer os mesmo caminhos para poder sentir tudo o que ouvia. E se eu gostava de ouvir ele ainda mais gostava de falar. Infelizmente gostava de ter feito mais viagens com ele mas seguimos caminhos opostos. Apesar de continuarmos ligados à modalidade, deixamos de viajar, porque eu próprio, anos mais tarde viria a deixar a arbitragem e a dedicar-me mais como jogador de selecção nacional.

Os anos passaram e no ano passado o Jorge Alves e o Rui Correia (também ele jogador de corfebol e amante de viagens) decidiram fazer mais uma viagem… mas agora era a volta ao mundo durante um ano! Escusado será dizer que, se já me roía de inveja de toda a vivência que aquele malandro já tinha adquirido das suas viagens, depois do que vi em Caminhos Cruzados, fiquei só mais um bocadinho. Mas calma que é uma inveja saudável, daquelas que apetece largar tudo ir a correr fazer o mesmo. A verdade é que sem me aperceber muito bem comecei a sentir que eu também um dia queria fazer algo parecido. E foi o que fiz. Tirei 15 dias férias no emprego e fui para a Croácia com mais 6 bons amigos. Ok, não era a volta ao mundo, mas na altura foi o que me pareceu alcançável!

…continua!

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