Suécia

Europa – 2012

O corpo sente estranhamente a falta da noite. Não se apercebe que já é meia-noite porque ainda é dia. Não está habituado a ir a um bar de dia e a sair de dia às 3 da manhã. Nunca escurece durante a noite. Há sempre um azul claro no céu. Se é um dia nublado perde-se a noção das horas porque a luz é praticamente a mesma e constante ao longo do dia. Nunca se vê as estrelas, mas a lua aparece. Nunca lá em cima. Se rodar 180º com o olhar, encontra a estrela quente e o planeta sem luz, precisamente em cada extremo. Paga-se caro se quisermos aproveitar esta luz para desenhar, porque o corpo, infelizmente eu diria, precisa de descansar. O período de pouca luz é entre 1 e 2 da manhã. Nos dias de semana e nas pequenas cidades, às 23h já não há ninguém nas ruas e às 7h o movimento começa com o sol muito alto e quente. O corpo acumula o cansaço, durante todo o dia, com um sorriso rasgado.

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