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Habitua-te rapaz, vai ser sempre assim.

A viagem já começou há duas semanas e olhando para trás, o que me marcou mais desde o arranque foram os contactos com as pessoas. Sem dúvida que sem eles isto não teria metade da piada e por isso mesmo os destinos vão-se destacando por “culpa” dessas companhias. O traçado, por isso mesmo, vai-se fazendo em busca de novas descobertas e desconhecidos. O pior é que criam-se laços de amizade, troca-se aquela primeira camada do desconhecido por alguém que mais tarde até vimos a gostar bastante e ao fim de uns dias dizemos “até já” …sem saber bem quando isso irá realmente acontecer. Fica a minha passagem na vida deles e na minha memória os lugares observados com linhas e cores com a sua companhia e conhecimento.

Viajar sem planos é mesmo assim. Segue-se o instinto e deixamo-nos ir sem medos. Percorre-se caminhos que dão vontade de rabiscar (e não são poucos) e faz-se umas aguarelas. O lugar para desenhar é escolhido de forma precisa e convém que seja aquecido pelo sol para aquecer e as pinturas secarem mais depressa. No fim se correr bem, até temos direito a elogios gratuitos de quem passa e lá solta um “woow mui bueno, tio!” …caso contrário, olham desconfiados sobre o “sem abrigo” que vagueia pelas ruas com tendências artísticas. Faz parte. Sorrio com vontade de dizer: “tenham calma que não mordo, só estou a fazer o que gosto”. Lá sigo o meu caminho em direcção a outro desenho.

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