Porto, Portugal

Do porto fica sempre a mesma vontade de voltar, comer e beber bem.
Porto
Porto, Um dia pelo Porto.

Cheguei de noite e fui recebido pela minha amiga Joana Felizes que nos levou logo para onde queríamos: francezinhas! Lá fomos: eu, a Joana e a equipa da SIC: a Frexes e o Edgar. Estava à pinha o restaurante mas lá nos orientamos. Só vos digo isto: caramba que são mesmo boas no restaurante Cufra! Agora que escrevo, já comia outra! 🙂

Deixem-me que vos fale da minha amiga que vive no Porto, a Joana Felizes.

Estão a ver aquelas pessoas tristes e deprimidas? …é precisamente o contrário! A Joana é uma miúda cheia de alegria e que recebe-nos de boa vontade sem pedir nada em troca. Faz por estar sempre com os amigos em folia, mas tal como a maior parte das pessoas, também gosta dos seus momentos em sossego. Depois tem tudo o que uma mulher do norte deve ter: cultura, interesse, perspicácia, língua afiada na critica e acima de tudo, valoriza o melhor que a vida nos dá com um sorriso no rosto. É verdade que não nos conhecemos há muito tempo, mas sem dúvida o tempo que passamos foi bom o suficiente para termos criado um pelo o outro algo que perdurará pelos anos que irei estar um pouco mais longe.

Depois de jantar e como o dia já ia longo, o corpo apelava a todo o custo por descanso, a questão era onde ficar?

Como andar à bolei com os meus pais não significa andar atrelado à autocaravana, bem pelo contrário, fiquei a dormir em casa da Joana. Manhã seguinte, banho tomado e um pequeno-almoço de luxo! Uma regueifa doce caseira. Um mimo. Viver o Porto assim ainda sabe melhor.

Depois seguimos para o centro onde desenhei a Torre dos Clérigos. A meio da manhã surge a entrevista pelas ruas do porto com o viajante Gonçalo Cadilhe para o seu novo programa de TV. Não deu para lhe fazer muitas perguntas porque às 15h tinha que ir apresentar o projecto no espaço Gesto, que desde já agradeço a disponibilidade e empenho para que tudo desse certo.

Já em contra relógio surge um percalço, fiquei sem bateria no portátil para apresentar com ajuda de imagens. Solução, faz-se na mesma e deixa-se a interpretação para a cabeça de quem aparecer. A verdade é que soube bem conversar sobre o WST com gente que gosta de desenhar e viajar.

Dali saímos para o Largo dos Leões para desenharmos um pouco, mas o frio do norte fez-se sentir e não durou muito tempo. Feitas as despedidas, surgiu a oportunidade de falar com Agência Lusa através da Joana Felizes. Vamos a isso, disse eu. Se há entrevistas que gosto de dar é com os amigos.

O dia foi chegando ao fim. Tempo ainda para jantarmos uma bela pizza, em mais uma escolha requintada da minha amiga guia Joana, que segundo ela, tinha tirado o dia para o “Luís Simões”.
Chega então o momento mais complicado de um dia repleto de bons momentos, dizer “até já” à Joana. Mas este é mesmo um até já com data marcada, porque em Maio está prometido um reencontro esteja onde eu onde estiver! Assim custou menos… quero eu enganar a cabeça de pensar o contrário 🙂

Do porto fica sempre a mesma vontade de voltar, comer e beber bem, ouvir os dizeres típicos de quem por ali habita e encontrar os amigos para conversar aquilo que o tempo não teve deixado. Para já fica fica longe o regresso mas levo uma enorme satisfação por ter escolhido esta cidade como o último destino antes de sair do meu país, Portugal.

Luís Simões
Luís Simões

Em 2012 comecei a World Sketching Tour e desde então, esse tem sido o meu estilo de vida. Mais intenso, mais para os outros, mais aberto sobre como olhar e julgar. A viagem fez-me sair de rotinas e lugares seguros, que muitas vezes me deixam dormente, só de ver a vida passar lentamente. O desenho despertou a minha curiosidade para o "como será do outro lado da montanha".

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Um comentário

  1. Luís,

    O início desta aventura promete! Vão ser 5 anos fantásticos!
    E as aguarelas são tãããããõ bonitas…! Que grande talento!

    Sempre por aqui…
    Abraço.

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